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Salve Beaudelaire


É necessário estar sempre bêbado.
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem tréguas.

Mas – de quê ? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.
Contanto que vos embriagueis.

E, se algumas vezes, sobre os degraus de um palácio, sobre a verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder:
- É a hora da embriaguez ! Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embragai-vos sem cessar !
De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.


Vale a pena ver de novo

"Ó deleite, deleite e paraíso.
Era a formosura e a formosidade feitas carne.
Era como um pássaro de metal raro e celestial
ou como vinho prateado flutuando numa espaçonave.
A gravidade deixada para trás.
Euquanto eu esluchava, via imagens tão adoráveis."
Alexander (Alex) de Large

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MOLOKO VELLOCET
1 litro de leite
1 lata de leite condensado
4 pedras de gelo
2 doses de rum
endrefina e anfetamina a gosto

Bata tudo no liquidificador e boa viagem.